quarta-feira, 31 de março de 2021

Estratégias... de Leitura?! Precisa disso para ler?



Autor: Bruno Cesar(5º período) e Thalita Andresa (5º período)

Instituição: Universidade Federal de Pernambuco / Centro de Educação

Curso: Pedagogia - Noite

O que seria estratégia? Quando se quer fazer algo e pensamos sobre como pode ser feito, isso é uma estratégia. Ainda confuso? Vamos aprofundar melhor! O que seria uma pessoa fazer estratégia ou ser estratégica? Recentemente, no programa "Big Brother Brasil 21" da rede Globo, conhecemos a participante conhecida como Viih Tube. Ela é considerada por muitos a maior estrategista deste jogo esse ano. Sua estratégia para conseguir esse título foi ter permanecido na casa, agradando ao máximo todas as pessoas em volta e de quebra, ganhou provas importantes. Desta maneira não tomava votos e consequentemente não iria para o paredão, principal mensagem do jogo. Isso foi uma tática que deu certo por muito tempo. Na reta final ela foi eliminada, mas sendo amada ou odiada, se firmou como a maior jogadora deste BBB em termos de jogo.


Obra por: @petitabell


Temos então o assunto: Estratégias de Leitura. Como podemos ser estratégicos, feito a Viih Tube, na leitura? Ela pensou em como se manter no jogo e agiu. Diante disso, antes de ler, devemos pensar também para agir. Devemos nos perguntar, antes de ler, "O que", "porquê" ou "para que tenho que ler?" É um bom começo. Seja para distrair, estudar algo ou apenas porque achou uma ilustração bonita no livro, não importa. Com o livro, jornal, quadrinhos, em mãos temos que pensar. Na sala de aula, o professor pode instigar o aluno para que ele pense sobre os rumos de sua leitura, que possa ter atenção em determinados momento e assim fazer com que ele suponha o que possa acontecer mais pra frente. A ideia é que eles possam interpretar o texto. Assim como a habilidade da BNCC, que está presente do 3º ao 5º ano dos anos iniciais, sobre estratégias de leitura diz: "(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global."


As autoras Coscarelli & Cafieiro defendem que: “O ensino da leitura passa pelo ensino de estratégias, isto é, na sala de aula, o aluno precisa vivenciar atividades em que o ajudem a lidar com seu próprio processo de leitura, a fim de tirar melhor proveito[...]”. O professor precisa olhar para o aluno e entender qual seria a melhor estratégia a ser usada por ele. Fazer com que pratique a leitura e sozinho tente entender uma maneira que melhor funcione com ele. O professor estará presente, mas sem interferir demais. Assim como para nós e para o aluno também, precisamos conhecer nossas preferências. Uma forma para isso é de forma prévia, pesquisar os conteúdos que nos chamam mais atenção e no caso do professor para o estudante, recomendar obras para ele. Se não tem o costume de ler, começar por obras mais tranquilas, como gibis, quadrinhos ou livros mais curtos, pode ser uma boa iniciativa. Com o passar do tempo, estando acostumado, podemos começar a querer obras mais longas e assim se aventurar em livros com um longo desenvolvimento e números de páginas.


Situações que podemos usar estratégia para ler, sabe quando se está na correria do dia a dia, na escola ao dar aquela leitura rápida no assunto de História antes da prova ou antes de sair para o trabalho, onde pode-se deparar com uma chamada de notícia, como aquele temido plantão da Globo. Sim, queremos lembrar do que vimos no livro e também saber o que aconteceu para tanto alarme. Então o que podemos fazer? Simples. Tentar captar alguns pontos para entender um pouco sobre o que está sendo falado. Saber o "quando”, ”o onde” e “o que aconteceu”. Identificá-los pode ajudar a compreender sobre o conteúdo que está sendo visto. Para logo depois, com mais calma, podemos enfim aprofundar sobre o que vimos. Em contrapartida, se for em um texto mais longo, ou um livro, esses pontos não estarão juntos, Essas informações estarão ao longo da obra. Os pontos serão detalhados minuciosamente, caberá ao leitor no desenvolvimento da leitura, localizar eles, os chamados "momentos chaves", conhecido como "plot twist", momento de uma obra em que há uma grande reviravolta, para assim desenvolver sua compreensão. Como a autora Solé nos informa, na obra de Farias, essas estratégias são instrumentos necessários para uma leitura proficiente.


Para aqueles bem metódicos e que gostam de saber os mínimos detalhes, para felicidade de muitos, Coscarelli e Cafieiro, em sua obra, mostram como os autores Coiro e Dubler foram precisos. Estes autores nos apresentam uma forma bem objetiva sobre as estratégias. Os pontos são: "Passar os olhos no texto todo antes da leitura e observar os elementos que se destacam : "títulos, subtítulos, fotos, etc.", e mais importante, saber compreender. Ter a compreensão do que se está lendo é essencial! No decorrer da leitura é ideal localizar-se, estar atento para saber se está entendendo ou não a obra. É comum dispersar no meio da leitura e chegar num ponto que você se pergunta "ué, o que aconteceu?" Daí vamos reler tudo de novo. O foco é necessário nesses momentos e essas dicas podem auxiliar muito a leitura.

Para anos iniciais, a leitura tem que se mostrar presente. Com o seu desenvolvimento, as estratégias poderão ganhar, aos poucos, seu espaço para auxiliar. O professor estará ali, com suas atividades e métodos que serão preciosos para dar suporte aos alunos. Desta maneira poderão ir desenvolvendo uma melhor compreensão das estratégias, que mostram ser essenciais. Uma fala interessante citada na obra de Farias & Silva, pelo autor Menegassi. Ele diz que estratégias são procedimentos conscientes ou inconscientes que são usados pelo leitor para decodificar, compreender e interpretar o texto, além de definir os problemas encontrados durante o processo de leitura. Ademais, sim, precisamos saber usar as estratégias para melhorar nossa leitura. Seja estudantes nos anos iniciais até o médio ou um trabalhador que anseia ler mas teme pela falta de tempo, alguns desses pontos apresentados podem ajudar no desenvolvimento da leitura e quem sabe, cada vez mais pessoas possam adquirir o hábito de ler.


Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.

CAFIEIRO, Delaine; COSCARELLI, Carla Viana. Ler e ensinar a ler. In: CAFIEIRO, Delaine et al. Leituras sobre a leitura: passos e espaços na sala de aula. Belo Horizonte: Vereda, 2013. 8 -35p.

FARIAS, Marly Casado Mailho; SILVA, Flávio Brandão; O ENSINO DE LEITURA COM ESTRATÉGIAS DE SOLÉ: UMA PROPOSTA PARA PROFESSORES DAS DIVERSAS ÁREAS DO CONHECIMENTO. Paraná, 2016



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